Índia

A Índia é o terceiro maior produtor de tabaco depois da China e do Brasil. 46,6% dos homens e 16,8% das mulheres são fumantes. Dos 280 milhões de fumantes na Índia, apenas 28 milhões fumam cigarros, aproximadamente. Em todo o país são consumidas formas mais tradicionais de tabaco como, por exemplo, bidis, gutka e tabaco mastigável. Fumantes de bidis são tão presentes quanto os fumantes de cigarros na Índia.
A Índia aprovou a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco no dia 5 de fevereiro de 2004. Não é permitido fumar em certos espaços públicos. É proibido fumar em hospitais, centros de saúde, parques de diversão, escritórios públicos, tribunais, instituições educacionais e outros prédios públicos. As autoridades dos prédios devem exibir, em destaque, mensagens indicando que fumar é uma ofensa. As empresas de tabaco esforçaram-se para acabar com a política anti-fumo na Índia. A Godfrey-Phillips (afiliada da PM) oferece veículos para transporte coletivo, com ar condicionado, onde é permitido que fumantes com mais de 18 anos fumem.
Altos impostos são cobrados sobre produtos relacionados ao fumo. Os impostos mais altos são cobrados sobre os cigarros, ao contrário do que ocorre com os produtos tradicionais. Os impostos sobre os cigarros representam 90% dos lucros do governo com impostos sobre o fumo.
A legislação existente proíbe propagandas sobre fumo em todos os meios de comunicação.
Os cigarros vendidos na Índia contêm, em sua embalagem, a seguinte advertência: “Fumar cigarros é prejudicial à saúde.” A legislação que exige advertências com ilustrações irá vigorar no fim de 2007.
Fontes: WHO, Euromonitor, ACS: Tobacco Atlas (second edition), Internal correspondence, FCA